Abstract
As entrevistas têm sido bastante utilizadas como ferramenta de pesquisa nas Ciências Sociais em geral, e nos estudos migratórios em particular. Há reflexões importantes em torno de seus limites e potencialidades para a pesquisa científica, assim como trabalhos que se voltam a pensar a própria situação da entrevista, de forma a problematizar e orientar o comportamento do cientista social na sua condução. Neste artigo, o objetivo é analisar especificamente o uso da entrevista no âmbito dos estudos migratórios, refletindo criticamente sobre esta ferramenta metodológica. De um lado, as entrevistas nos permitem acessar as perspectivas do próprio agente social sobre seu projeto e sua experiência migratória, mas, de outro, implicam em questões epistemológicas e práticas metodológicas que envolvem a sua eleição, passando pela elaboração do roteiro, da definição do tipo e da composição da amostra, do enfrentamento dos aspectos éticos do fazer ciência e das formas de análise do material.
